Fobia específica
Transtorno ansioso mais comum (6–12% da população). Caracteriza‑se por medo excessivo e desproporcional diante de um estímulo específico (por exemplo, animais como aranhas ou baratas, ou situações como voar de avião). Ao ser exposta ao estímulo, a pessoa pode ativar o sistema de luta ou fuga, com liberação intensa de adrenalina e tendência a fugir ou evitar a situação, em alguma situações como na fobia de voar de avião pode ser experienciada como um ataque de pânico. Dependendo da fobia apresentada a limitação e o sofrimento podem ser grandes o que requer tratamento. O tratamento geralmente inclui psicoterapia (TCC com técnicas de exposição), farmacoterapia ou a combinação de ambos.
Fobia social (transtorno de ansiedade social)
Atinge cerca de 10% da população. Situações sociais geram ativação dos circuitos de preocupação e medo, levando a ansiedade antecipatória intensa e a sintomas físicos (sudorese, formigamento, turvação do pensamento, sintomas gastrointestinais como diarreia). Devido ao desconforto, a pessoa tende a evitar essas situações. Quando a fobia ocorre apenas em situações nas quais a pessoa precisa executar tarefas, trata‑se de ansiedade de desempenho (subtipo comum). Por causar limitações funcionais importantes (sociais e laborais) além de aumentar à vulnerabilidade à uso de SPAs (substâncias psicoativas) no intuito de diminuir o desconforto social um tratamento adequado é muito importante. O tratamento geralmente inclui psicoterapia (TCC com técnicas de exposição), farmacoterapia ou a combinação de ambos.
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)
Atinge cerca de 3–5% da população. Caracteriza‑se por preocupações excessivas e ruminações sobre fatos passados (analisando possíveis erros) ou sobre o futuro (tendência à catastrofização), levando a prejuízo da atenção e da concentração, piora da funcionalidade no trabalho ou nos estudos, aumento da reatividade e sensação de incapacidade de "desligar". Há dificuldade para iniciar ou manter o sono (ruminações que dificultam o adormecer ou despertares frequentes) e tensão corporal que pode manifestar‑se como contraturas, bruxismo ou cefaleia tensional. Esse quadro gera sofrimento e perda funcional importante e por isso merece atenção e tratamento. O tratamento geralmente inclui psicoterapia (a TCC é a mais estudada), farmacoterapia ou a combinação de ambos.
Transtorno do pânico
Atinge cerca de 2–5% da população. Caracteriza‑se por ataques de pânico — episódios súbitos de intensa ansiedade com sintomas como falta de ar, palpitações, sudorese e formigamento, associados à sensação de que se vai morrer, perder o controle ou "ficar louco". O que define o transtorno é a preocupação persistente e o medo de novos ataques, que podem levar a limitações funcionais (evitar sair de casa, trabalhar ou frequentar determinados lugares) e sofrimento significativo. O tratamento geralmente inclui psicoterapia (TCC com técnicas de exposição), farmacoterapia ou a combinação de ambos.